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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

História do Teatro João Caetano - Diário do Rio de Janeiro

Teatro João Caetano por Gaban

No dia 13 de outubro, o teatro mais antigo do Rio de Janeiro completa 202 anos. Palco de muitas histórias, o João Caetano é uma das construções mais importantes da Cidade Maravilhosa.
Inaugurado em 1813, o Teatro João Caetano se chamava Real Theatro de São João. Depois, recebeu outros nomes, como Imperial Theatro São Pedro de Alcântara (em 1826 e em 1839) e Theatro Constitucional Fluminense, em 1831. Só em 1923 passou a ser chamado pela atual alcunha.
Pintura de Jean Baptiste Debret (cerca de 1834)
Pintura de Jean Baptiste Debret (cerca de 1834)
O primeiro nome foi em homenagem ao príncipe regente, Dom João VI. Em frente ao prédio encontra-se uma estátua em tamanho natural do ator João Caetano, que chegou a ser proprietário do Teatro.
Mas o monumento nem sempre ficou perto do Teatro. Desde quando foi inaugurada, em 1891, até 1916, a estátua ficou próxima à Academia Imperial de Belas Artes.
Vista do Teatro Real de São João do Rio de Janeiro por Debret, 1834
Vista do Teatro Real de São João do Rio de Janeiro por Debret, 1834
O Teatro João Caetano foi cenário de importantes acontecimentos históricos do país. Foi lá que assinaram a primeira constituição brasileira. Além disso, após três incêndios ocorridos no João Caetano (em 1824, 1851 e 1856), Dom Pedro II decidiu criar o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, embrião do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Uma característica marcante do Teatro João Caetano que sempre é destacada é a versatilidade para receber gêneros de espetáculos variados.
“Pelo João Caetano, passaram os maiores nomes do teatro brasileiro: Chiquinha Gonzaga, Procópio Ferreira, Jayme Costa, Bibi Ferreira, Dulcina de Moraes, Grande Othelo, Fernanda Montenegro, Dercy Gonçalves, Paulo Gracindo, Paulo Autran, Marília Pêra, entre muitos outros. Ali foram encenados espetáculos marcantes como ‘My Fair Lady’, ‘Hello Dolly’, ‘Evita’, ‘Vargas’, ‘O Rei de Ramos’, ‘A Estrela Dalva’, ‘O Corsário do Rei’, ‘A Floresta Amazônica em Sonho de uma noite de Verão’, ‘Gilda’, ‘Bibi in Concert I e II’, ‘7 – O Musical’, entre tantos outros” destaca Leonardo Ladeira na Coluna do Patrimônio Histórico do site Rio e Cultura.
Que essa data se repita por muitos outros 202 anos, afinal, não é só no palco do Teatro João Caetano que acontecem grandes histórias.
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
História do Teatro João Caetano - Diário do Rio de Janeiro

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