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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Festival Cenáculo promove maratona teatral gratuita em Duque de Caxias

Produzido pela SZ Comunicação e Cultura e pela Cia. Cerne, o Festival Cenáculo de Teatro chega a sua sexta edição levando para Duque de Caxias 10 espetáculos com entrada gratuita. Pela primeira vez no Teatro SESI Caxias, a seleção deste ano traz grupos dos estados de São Paulo, Minas Gerais e de diversas cidades do Rio de Janeiro. A grade do evento contempla os mais variados perfis de espetáculos, como dramas, comédias, tragédias, infantis, palhaçaria e monólogos.
O Festival Cenáculo de Teatro tem como objetivo principal a democratização do acesso à cultura na Baixada Fluminense. Outros objetivos do festival são promover o intercâmbio entre grupos teatrais de diversas regiões do país e destacar e divulgar novos artistas, valorizando o teatro e incentivando manifestações culturais na região. Os espetáculos participantes são avaliados pelo júri técnico e concorrem a troféus e prêmios em dinheiro em diversas categorias. Ao fim de cada apresentação, acontece no camarim um bate-papo/feedback dos jurados com cada grupo sobre o processo de montagem e o próprio espetáculo, com sugestões de aprimoramento de cada trabalho. O público também é convidado a participar ao final de cada apresentação, quando tem a possibilidade de dar uma nota à peça encenada. O espetáculo com maior média de notas do público vence a categoria “júri popular”.
Sucesso absoluto nas edições anteriores, o festival completa seis anos de existência se firmando como um grande movimento de Artes Cênicas da Baixada, já tendo reunido, nas edições anteriores, 57 espetáculos, abrangendo um quantitativo de mais de 500 artistas e técnicos e mais de 14.000 espectadores.
O festival acontece num único fim de semana, promovendo uma verdadeira maratona teatral, com espetáculos ininterruptos durante todo o dia. No domingo, às 18:30h., acontecerá a Cerimônia de Premiação, apresentada pelo ator Felipe Silcler (O Libério, da novela “Novo Mundo”).
SERVIÇO
6º FESTIVAL CENÁCULO DE TEATRO
2 e 3 de setembro, a partir das 10h.
TEATRO SESI DUQUE DE CAXIAS - Rua Arthur Neiva, 100 – Jardim 25 de agosto, Duque de Caxias, RJ
Entrada gratuita
PROGRAMAÇÃO
2 DE SETEMBRO:
10h. O Pequeno Príncipe, o Musical (Artetude Produções - Rio de Janeiro, RJ)
11:30h.: Caravela da Ilusão (Espaço Núcleo - Limeira, SP)
14h.: A Caravana – Delírio em 1 ato (Teatro Baixo - Nova Iguaçu, RJ)
15:30h.: A Arte de Enterrar os seus Mortos (Cia. Plúmbea - Rio de Janeiro, RJ)
16:30h.: Os Filhos de Clowndete (Núcleo Artístico Gema - Rio de Janeiro, RJ)
18h.: Francisco, um santo sem órgãos (Cia. Teatro Vivo - Rio de Janeiro, RJ)
3 DE SETEMBRO:
10h. Escola de Mulheres (Grupo Tupam – Patos de Minas, MG)
11:30h.: 34 (Insólito Cia. de Teatro - Teófilo Otoni, MG)
14h.: A Incrível Peleja de Simão e a Morte (Cia. de Arte Popular - Duque de Caxias, RJ)
15:30h.: A Paixão de Cristo (Cia. Acrópole – Sorocaba, SP)
18:30h.: Cerimônia de Premiação

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

História da Sala Cecília Meireles - Diário do Rio de Janeiro

Sala Cecilia Meirelles

Reaberta no dia 11 de dezembro de 2014, a Sala Cecília Meireles guarda muitas histórias. O espaço (bastante elogiado após a reforma) foi inaugurado em primeiro de dezembro de 1965, no ano comemorativo do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro e um ano após a morte da poetisa, pintora, professora e jornalista que nomeia o prédio – e era muito amiga do então governador Carlos Lacerda.

O espaço foi gerado para promover a música de concerto na cidade, que era um gênero que apesar de ser disseminado na época, migrava de local em local e não tinha uma sede fixa permanente e apropriada.
O prédio onde hoje é a Sala Cecília Meireles foi construído em 1896 e nele foi instalado o Hotel Freitas. Como o público da hospedaria ficou economicamente mais abastardo, o nome passou a ser Grande Hotel. O tempo passou e em 1939, o hotel esteve ameaçado de demolição. No ano seguinte, após uma breve reforma, a construção foi adaptada para um cineteatro, o Cine Colonial.
Cine Colonial
Em 1961, o Cine Colonial (que a partir de 1941 passou a ser só cinema, deixando o teatro de lado) foi fechado. Três anos depois, em 1964, Andrade Muricy, que escrevia no Jornal do Commercio, criticou o fato de a cidade do Rio de Janeiro ter poucos espaços para a música clássica. Carlos Lacerda, governador do então Estado da Guanabara e ex-aluno de violino, entendeu o recado, desapropriou o espaço do antigo cinema e começou os trabalhos para que a música erudita tivesse uma casa no Rio.
Logo de cara um grande evento abriu as portas da Sala Cecília Meireles. O concerto de inauguração teve a participação de Maria Fernanda, filha de Cecília Meireles, que declamou textos da poetisa ao lado de Paulo Padilha, acompanhada pelo violão de Jodacil Damasceno.
Sala Cecilia Meirelles 1965
Desde sua inauguração, a Sala Cecília Meireles não parou de receber grandes nomes da música clássica nacional e internacional. Sob o comando de diretores consagrados no meio musical, como Henrique Morelenbaum, José Mauro Gonçalves, José Renato, Isaac Karabtchebsky e outros, o espaço sempre foi referência na América do Sul nesse estilo de se fazer arte.
“Através de seus concertos acessíveis e de projetos que chamam as pessoas para conhecer a música clássica, como um que existia com crianças da rede pública de ensino, a Cecília Meireles dá muito ao povo brasileiro. Nada contra o que é popular e toca nas rádios, mas acredito que todos merecem, ao menos, conhecer novidades, até para julgar se gosta ou não” diz o violinista Marcos Souza.
Após as obras, que começaram em 2011, a Sala Cecília Meireles voltou com novidades. Como, por exemplo, a acessibilidade em seus três andares, o café da sala no primeiro andar e, na parte arquitetônica, a abertura dos grandes vãos interiores.
Um espaço que simboliza tanto para o passado e contribui para o futuro da Cidade Maravilhosa deve sempre ser bem cuidado para impressionar, por dentro e por fora, como vem fazendo nos últimos tempos.
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
História da Sala Cecília Meireles - Diário do Rio de Janeiro